Revolução 4.0: Seu novo concorrente tem nervos de aço!


Não estamos distantes de mais uma grande reviravolta no mercado e nos meios de produção, a 4ª revolução industrial (ou revolução 4.0) está cada vez mais próxima, e você será impactado por isso!

O desenvolvimento da tecnologia e métodos de produção influenciaram toda a dinâmica social, principalmente desde o século XVIII, essa foi a icônica revolução industrial.

A partir daí iniciou-se um processo que se transformou nos séculos seguintes até chegar nos sistemas de produção e mercado atuais. Mais uma vez a humanidade está próxima de vivenciar uma mudança drástica, a revolução 4.0 e esse texto vai comentar os impactos dela na sua vida profissional.

O que é a Revolução 4.0

A quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, é um conceito que se refere ao uso de tecnologias para troca de dados, e automação por meio de sistemas cyber-físicos, Internet das Coisas e computação em nuvem.

A indústria 4.0 veio consolidar a visão e execução das fábricas inteligentes. Mas antes de comentar o processo, vamos fazer um breve resumo sobre as tecnologias envolvidas:

Sistemas Cyber-físicos

Os sistemas cyber-físicos, cyber-physical system (CPS), são sistemas compostos por elementos computacionais colaborativos com o objetivo de gerir entidades físicas.

Os sistemas embarcados, anteriores aos CPS, seguem uma estrutura parecida, porém seu maior foco é nos sistemas computacionais. Os CPS, por outro lado, enfatizam a relação das ligações entre os elementos computacionais e os elementos físicos.

Internet das Coisas

A Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) é uma forma de extensão da Internet atual. Esse conceito se relaciona a objetos do dia a dia se conectarem à Internet com capacidade computacional e comunicativa por meio da coleta e transmissão de dados.

Essa comunicação, identificação e transferência de dados permite a integração dos dispositivos, e é essa interação entre eles a chamada Internet das Coisas.

Computação em nuvem

“[…] a computação em nuvem é o fornecimento de serviços de computação – servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e muito mais – pela Internet (“a nuvem”).”

Microsoft Azure, artigo.

Se você faz uso de serviços online para enviar e-mails, editar documentos, ouvir música, ler livros, assistir filmes, jogar etc. você provavelmente é um usuário dessa tecnologia, afinal a computação em nuvem costuma operar nos bastidores desses serviços.

Como funciona na prática a indústria 4.0

A Revolução 4.0 tem como pilares os três conceitos que abordamos no tópico anterior: sistemas cyber-físicos, Internet das coisas e computação em nuvem. Tendo isso em mente, podemos notar que o ser humano perde seu protagonismo na linha de produção, e para você entender melhor o motivo, vamos explicar sobre o processo 4.0.

“O objetivo final da Indústria 4.0 é ter seu processo 100% autônomo e robotizado, sem a necessidade de interpretação humana sobre os processos. As mudanças e as atualizações poderão ser decididas e executadas pelas próprias máquinas e robôs.”

ACMinas, artigo.

Um processo 100% independente dos humanos capaz de evoluir e se adaptar a qualquer cenário de produção tendo como princípio a autonomia dos robôs por meio de inteligência artificial e machine learning não vai acontecer do dia para noite, todavia está mais próximo do que você imagina.

Já comentamos aqui no blog sobre as limitações da inteligência artificial. No momento atual, o nível de interpretação das máquinas sequer pode ser traduzido como inteligência, afinal os robôs não são capazes de pensar por si só. Contudo, em um ambiente mais limitado com uma necessidade de adaptação mais restrita e condicionada, essa interpretação programada pode ser o suficiente para se adaptar às rotinas e processos.

Isso quer dizer que ainda é papel humano ensinar às máquinas como gerir e interpretar dados dentro das funções que elas devem exercer, mas uma vez que os robôs forem programados, os sistemas cyber-físicos poderão atuar normalmente por meio dos dados em nuvem e da integração promovida pela Internet das Coisas sem intervenção humana.

Nessa edição do Papo de Especialistas que aborda a indústria 4.0, você pode se aprofundar um pouco mais no assunto:

A revolução 4.0 tem data marcada!

As revoluções industriais anteriores foram percebidas durante ou após a sua consolidação, já a quarta revolução industrial é uma “mudança planejada”.

O próprio termo “indústria 4.0” foi desenvolvido pelo governo alemão para denominar o processo de informatização da manufatura. A ideia é automatizar os processos para que as tomadas de decisões possam ser feitas autonomamente pelo próprio sistema e as previsões são de que esse método se consolide e popularize nos próximos 5 ou 10 anos.

Impactos da Revolução Industrial

Embora o núcleo das transformações sejam o modo de produção e as tecnologias envolvidas, toda a sociedade é impactada.

Durante o século XVIII, com o início da Revolução Industrial, houve processos como a migração da população das regiões agrárias para os centros urbanos, a massificação da produção, a acumulação de capital etc. desse modo, toda a mecânica social e econômica foi alterada.

Depois disso, mudanças como o Fordismo e posteriormente o Toyotismo redefiniram o modo de produzir. Agora é a vez de uma mudança ainda mais chamativa, pois a mão-de-obra humana vai ficar de fora!

CEO ou funcionário, sua vida profissional vai mudar

Com a autonomia dos sistemas cyber-físicos haverá um grande impacto em termos de empregabilidade, principalmente nos ramos 100% robotizados, afinal a mão-de-obra humana será dispensável, ficando todas as responsabilidades à cargo dos sistemas.

E os gestores dessas empresas, o que farão?

Se atentar e introduzir um modelo de gestão de indicadores dentro da empresa. Considerando o novo fluxo de produção é preciso adaptar a logística e mensuração dos processos.

Um exemplo desses indicadores são as etiquetas RFID (do inglês “Radio-Frequency IDentification” – Identificação por Radiofrequência, em tradução livre). Esse é um método de identificação automática feito por meio de sinais de rádio.

Em uma linha de produção de camisetas, por exemplo, é possível utilizar essas etiquetas para armazenar dados sobre cada peça: qual máquina a produziu, em que horário passar por cada setor, temperatura da prensa, número de camisas produzidas etc. tudo isso sem a necessidade de funcionários para fazer esses levantamentos.

Outra vantagem das etiquetas RFID é que como se trata de uma comunicação via sinais de rádio, elas podem ser lidas a uma certa distância dos scanners sem necessidade de uma posição específica.

Essas etiquetas são apenas um exemplo das novas aplicações que serão rotina nas indústrias 4.0, e você deve ficar por dentro!

Os empregos atuais serão extintos

Todos? Não, mas segundo a estimativa feita pelo IFTF (Institute for the Future – Instituto para o futuro, em tradução livre) em 2030 as profissões que conhecemos hoje serão apenas 15% do total das profissões da época.

A Dell Technologies encomendou uma pesquisa para o IFTF com o objetivo de estimar o impacto das tecnologias no mercado de trabalho. O relatório batizado de ‘The Next Era of Human-Machine Partnerships’ (A Nova Era de Parcerias Homem-Máquina), mostrou que: até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.

Pode parecer um número assustador, aparentemente haverá uma onda de desemprego, mas não se desespere. É claro que haverá um impacto drástico no mercado de trabalho, pois certamente muitas profissões deixarão de existir, mas não será a primeira vez.

Pense em um profissional especialista em consertar bip pagers, ou um técnico de unidades de disquetes, eles já foram muito requisitados nos anos 90, porém tiveram que se atualizar assim que essas tecnologias caducaram.

Constantemente a tecnologia evolui. Um dia, mãos reviraram o solo, depois arados de tração animal passaram a fazer o serviço, hoje uma máquina agrícola automatizada controlada remotamente pode fazer de forma autônoma o trabalho de centenas de lavradores.

Assim avança a humanidade e sua relação com as máquinas. Em breve seu concorrente vai trabalhar com punhos de ferro e terá nervos de aço, literalmente. Cabe a nós nos adaptarmos a esse futuro e fazermos o que somente um humano é capaz: suar a camisa.

 


Ramon Soares
Ramon Soares

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